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Projeto feito nos EUA pretende minimizar o uso desses materiais
Atualmente, a maioria dos motores de carros são feitos a partir dos chamados metais de terras raras - nome dado a 17 elementos que estão bastante dispersos na superfície terrestre, como o lantânio, o neodímio e o escândio. Mas a China, atualmente, controla mais de 90% da produção de metais de terras raras e têm grandes restrições à sua exportação
Para lidar com a escassez de recursos, a agência de pesquisa avançada do Departamento de Energia dos Estados Unidos (ARPA-E), introduziu recentemente o programa Alternativas para as Terras Raras em Tecnologias Críticas. Iniciado no começo deste ano, o projeto distribuiu US$ 22 milhões para 14 programas de pesquisa no campo.
De acordo com o cientista do Departamento de Energia norte-americano, Mark Johnson, o objetivo do programa é manter as vantagens dos motores a magnetos permanentes usando poucos ou, até mesmo, nenhum metal de terras raras. Esses motores são os tipos mais populares usados nos sistemas elétricos e híbridos.
"Toda nova abordagem não deverá sacrificar a produção de energia e a eficiência ou aumentar os custos", diz.
Como a maioria das pesquisas sobre o assunto ainda está em fase inicial, nenhum novo projeto chegará em breve ao mercado. "Os projetos têm duração de três anos e, então, os que obtiverem mais sucesso nas pesquisas ainda deverão passar por testes de mercado", explica.
Estudos. Durante grande parte do século passado, a solução direta para melhorar a performance dos carros foi instalar motores maiores nos modelos. Nos carros híbridos e elétricos que estão por vir, a solução para esse mesmo desafio de melhorar a performance pode ser instalar motores com magnetos mais potentes.
Mesmo sendo os mais populares, os motores a magnetos permanentes não são o único modelo funcional. Motores a indução, por exemplo, produzem uma corrente elétrica para criar o campo magnético que faz o eixo do motor girar. Já os motores a magnetos permanentes confiam no campo existente que os circunda.
"Pela mesma quantidade de energia empregada, se comparado a um motor a indução, o motor a magneto permanente sempre será menor, mais leve e mais compacto. Eles criam um campo magnético sem produzir corrente. Um motor desse tipo usará a bateria do veículo de forma mais eficiente em uma faixa maior de velocidades", analisa John Miller, pesquisador do Laboratório Nacional Oak Ridge, no Tennessee, nos EUA.
O Tempo
Última atualização em Quinta, 10 Maio 2012 13:20
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Almenara, na região mineira do Vale do Jequitinhonha e Mucuri, irá receber investimentos de R$ 80 milhões da Magnesita Refratários. A empresa assinou, ontem, protocolo de intenção de investimentos com o governo de Minas para implantação de um complexo minerador de Grafita. Serão gerados cerca de 200 vagas de emprego direto na região.
O investimento está em fase de licenciamento ambiental e, de acordo com o cronograma do projeto, a exploração de grafita deve começar em 2014, quando a capacidade de produção deverá atingir 40 mil toneladas de mineral.
Segundo o diretor da Magnesita responsável pelo projeto, Vinicius Santos Silva, a reserva de grafita está estimada em 57 milhões de toneladas, com vida útil de 50 anos. "Esse volume garantirá a autossuficiência em grafita, além de adicionar um mineral estratégico ao nosso portfólio, tendo em vista o desequilíbrio de oferta e demanda pela relativa escassez de mineral de qualidade". O diretor lembra que a grafita pode ser utilizada como fonte para energia móvel em baterias de carros elétricos.
Outros protocolos. Contagem, Juiz de Fora e Varginha também tiveram acordos de intenção de investimentos, totalizando o valor de R$30,5 milhões. Para Contagem, a fábrica de colchões Ortobom vai investir R$ 3,6 milhões na expansão da unidade, aumentando a produção de espuma para travesseiro em 110 toneladas por ano. Em Juiz de Fora, na Zona da Mata, a Medquímica Indústria Farmacêutica anunciou aporte de R$ 23 milhões para ampliação da unidade industrial.
Serão geradas 100 novas vagas de emprego. Já no Sul de Minas, em Varginha, a Cellini instala nova fábrica de eletrodomésticos portáteis, com investimento de R$ 3,9 milhões até 2013.
O Tempo
Última atualização em Quinta, 10 Maio 2012 13:19
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Por Elton Alisson
Agência FAPESP – A FAPESP recebeu a visita de uma delegação da Australian Network of Universities (ATN), no dia 8 de maio, para discutir a possibilidade de realização de acordos de cooperação em pesquisa entre as duas instituições.
A ATN é composta por cinco universidades: RMIT University, em Melbourne, University of Technology Sydney, Queensland University of Technology, em Brisbane, University of South Australia, em Adelaide, e Curtin University, em Perth.
De acordo com a ATN, juntas as cinco universidades tecnológicas somam cerca de 20% dos estudantes de graduação da Austrália. É o grupo de universidades com o mais rápido crescimento em pesquisa no país.
Só nos últimos sete anos, as cinco universidades aumentaram em 50% o número de doutores formados e de publicação de artigos científicos, resultados de projetos realizados por seus pesquisadores. Agora, o objetivo é ampliar a colaboração internacional em pesquisa.
“Temos acordos de cooperação em pesquisa com países da Europa e com a China e estamos prospectando oportunidades de novas parcerias com instituições de pesquisa de países com economia dinâmica, como o Brasil”, disse Vick Thomson, diretora executiva da ATN, à Agência FAPESP.
Bioenergia, engenharia e mudanças climáticas são algumas das áreas de interesse da ATN para a realização de um eventual acordo de cooperação com universidades e instituições de pesquisa no Estado de São Paulo, por intermédio da FAPESP, segundo Thomson.
“As universidades que integram a ATN têm muitas similaridades em termos de áreas de interesse comum de pesquisa com as universidades e institutos de pesquisa de São Paulo. Podemos complementar nossas experiências”, avaliou.
Algumas das áreas de especialidade do grupo de universidades australianas são mineração e energia, medicina, química e engenharia, nas quais possuem larga experiência na realização de projetos em cooperação com o setor industrial.
Thomson falou sobre os Centros de Pesquisa Cooperativa (CRCs, na sigla em inglês) existentes na Austrália, que reúnem cientistas atuantes em universidades e indústrias do país. Nesses centros, cientistas das cinco universidades realizam projetos de pesquisa e desenvolvimento de tecnologias e inovações para empresas de setores como o automotivo, de mineração e aviação.
A ATN também criou recentemente um centro de treinamento de doutores em matemática e estatística, que visa treinar estudantes de doutorado nas duas áreas para realizar projetos em parceria com a indústria, solucionando problemas tecnológicos e aprimorando habilidades profissionais para atuação no setor industrial.
“Essas universidades mais voltadas à tecnologia têm grande experiência na transferência do conhecimento e na interação com empresas, que são características muito importantes para a criação de um ambiente tecnológico em uma região”, disse José Arana Varela, diretor-presidente da FAPESP.
“Nós já estamos aprendendo e evoluímos bastante nesta questão – de transferência do conhecimento para empresas. Mas, evidentemente, as relações internacionais são importantes para conhecer os vários sistemas que existem no mundo para aprimorarmos o nosso. E enxergamos uma grande possibilidade de parceria em pesquisa com a Austrália”, avaliou.
Durante o encontro, Varela fez uma apresentação sobre a FAPESP e alguns de seus principais programas, como o Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais, o BIOTA-FAPESP e o Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia.
A delegação australiana foi recebida por Varela, Marie-Anne Van Sluys, membro da coordenação do Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN), e Patrícia Brant Monteiro, diretora da área de Ciências Biológicas e Agrárias da FAPESP.
Além de Thomson, integraram a comitiva australiana Daine Alcorn, pró-reitora e vice-presidente de pesquisa e inovação da RMIT University, Arun Sharma, pró-reitor de pesquisa da Queensland University of Technology, e Nicky Solomon, decana da University of Technology Sidney.
Última atualização em Quinta, 10 Maio 2012 13:15
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Chineses descobrem matéria-prima extraída no estado, que fica escassa no mercado nacional
A exportação brasileira de pedras preciosas brutas para outros países já causa dificuldades na indústria joalheira nacional, que está com dificuldades de comprar matéria-prima para a fabricação de joias. O volume de vendas do produto ao exterior cresceu 33% somente em 2011, em comparação com o ano anterior. E nada menos do que 80% desse volume seguiu para a China, dona de uma indústria de joalheira 30 vezes maior do que a brasileira. Hoje o gigante asiático é o segundo maior fabricante de joias do mundo. Indianos também são clientes de minas mineiras. Além da exportação de pedras brutas, outro movimento afeta o setor: a entrada no país de joias montadas (prontas).
Por causa do apetite dos chineses, de um ano e meio para cá, cinco indústrias joalheiras fecharam suas portas em Belo Horizonte, eliminando mais de 1 mil postos de trabalho, informa o Sindicato das Indústrias de Joalheria, Ourivesaria, Lapidação de Pedras Preciosas e Relojoaria de Minas Gerais (Sindijoias). “Preciso comprar pedra bruta produzida no Brasil, mas não consigo. A maior ameaça ao joalheiro hoje é a falta de matéria-prima. Está tudo sendo possuído e controlado pelos chineses e indianos. Algo precisa ser feito”, reclama um empresário do ramo em Belo Horizonte, que preferiu não se identificar por medo de retaliações.
O aumento da procura pelas pedras não só reduz a oferta para as fábricas brasileiras como aumenta os preços da matéria-prima. Segundo Douglas Willians Neves, proprietário da Nevestones, empresa que é dona de uma mina de pedras em São José da Safira, no Vale do Rio Doce. De acordo com ele, em 2010 o quilo do cascalho de turmalina custava US$ 1 mil. No final de 2011, a mesma quantidade de pedra saía por US$ 4 mil. Já a ametista em bruto, vendida a US$ 1,2 mil o quilo em 2010, no fim do ano passado custava US$ 2,5 mil. Enquanto isso, a turmalina lapidada era vendida a US$ 70 por quilate em 2010 e agora não sai por menos de US$ 180. “A procura pelo material bruto é tão forte que quase não vale a pena lapidar. Os chineses pagam em dinheiro, à vista, e a gente recebe de uma vez só”, explica Neves.
sem lapidação Mesmo assim, ele sustenta que os produtores querem vender a pedra lapidada, que vale mais do que a pedra bruta. Na Nevestones, 80% das pedras exportadas são vendidas para a China. “Se não fossem os chineses, eu nem sei. Antes da crise de 2008, os Estados Unidos eram o maior comprador. Naquela época, cerca de 90% das vendas eram para os EUA e Europa. Quando veio a turbulência, eles pararam de comprar. Os chineses vieram para valer no fim de 2009.” O empresário lembra que há muitos empresários milionários no país asiático. “Eles foram a salvação”, resume.
De acordo com Raymundo Vianna, presidente do Sindijoias, nos três primeiros meses deste ano houve aumento de 19% na exportação de pedras brutas no Brasil. Cerca de 80% delas saíram de Minas Gerais. “Nos três primeiros meses de 2011, exportamos US$ 7,6 milhões. Em igual período de 2012, foram US$ 9 milhões.” De acordo com ele, o apetite chinês aumenta os preços e não deixa sobrar pedra para a indústria brasileira, que é obrigada a se abastecer lá fora pagando impostos de importação e frete. Além disso, o segmento joalheiro sofre com a entrada de joias chinesas montadas (prontas), na maioria das vezes subfaturada ou contrabandeada, sustenta o empresário.
Para Manoel Bernardes, presidente da joalheira que leva o seu nome, é necessário desestimular indiretamente a saída de pedras e metais sem elaboração do país. “Para mudar esse quadro, será necessário agregar valor ao produto interno, possibilitando ganho de escala, melhoria de produtividade, maior qualidade e design diferenciado”, afirma.
Estado de Minas
Última atualização em Quinta, 10 Maio 2012 13:17
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Lucas Prates
A Vale argumenta que a mina Apolo terá uma vida útil de 30 anos
Um acordo entre o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) retirou do desenho original do Parque Nacional da Serra do Gandarela uma área de 1.700 hectares para a implantação da mina Apolo pela Vale. A companhia, porém, pleiteia uma área de 5.300 hectares para futuras ampliações com o argumento de que, se essa área não for concedida, o projeto, de R$ 4 bilhões, fica inviável. A mineradora também pede outras duas áreas, onde estão as minas Baú e Capanema, que somam 1.583 hectares.
As informações são do relatório do Grupo de Trabalho que tentou conciliar os interesses das mineradoras com os do Parque Nacional. O Hoje em Dia teve acesso ao documento que sintetiza as discussões realizadas.
Participaram desse grupo representantes da Vale, da Semad, do ICMBio, da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico (Sede), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), Sindicato da Indústria Extrativa de Minas Gerais (Sindiextra) e de organizações não governamentais (ONGs). Foram avaliadas também propostas de mineração de outras empresas. Em todos os casos houve acordo, com exceção dos projetos da Vale.
Nas série de audiências públicas que ocorrem nesta semana, a proposta que está em discussão é a do acordo entre Semad e ICMBio. A decisão final ocorre por meio de decreto presidencial.
Conforme consta no relatório do Grupo de Trabalho, a Vale argumenta que a mina Apolo terá uma vida útil de 30 anos e que empreendimentos deste porte – inicialmente teria produção de 24 milhões de toneladas anuais (MTA) de minério – precisam de uma área maior para futuras expansões. A mineradora tem na gaveta, desde março de 2010, um estudo para ampliação da produção para 37,5 milhões de MTA.
O coordenador regional da 11ª região do ICMBio, Mário Douglas Fortini Oliveira, que representa o órgão nas audiências públicas, afirmou que a Vale não concorda com a área já concedida para o projeto Apolo. “A razão de criação do Parque é proteger as áreas de cangas, e a Vale pretende um avanço muito grande sobre esse tipo de vegetação”, observou.
O relatório do grupo de trabalho afirma que, “enquanto os demais empreendedores apresentaram propostas que reduziam a área afetada por seus empreendimentos em relação à proposta do acordo ICMBio/Semad, ou o aumentavam em, no máximo, 31%, incluindo compensações, a Vale apresentou uma proposta que aumenta a área a ser retirada da proposta do Parque em cerca de 280% em relação à proposta do acordo ICMBio/Semad”.
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Última atualização em Quinta, 10 Maio 2012 13:02
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